Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

Cavalinho do Mazouco

 

As gravuras rupestres de Mazouco, situadas junto ao Rio Douro e inseridas numa paisagem magnífica, são um dos mais importantes vestígios da arte do Paleolítico Superior em Portugal e foram o primeiro exemplo de arte rupestre paleolítica ao ar livre a ser identificado na Europa.
As gravuras, constituídas por quatro gravuras sobre uma parede xistosa, sendo que apenas uma das figuras se apresenta completa, oram dadas a conhecer ao mundo científico em 1981. A mais nítida é a de um cavalo, tendo ficado conhecida como o “Cavalinho de Mazouco”. Com um comprimento de 62 cm é uma das mais belas imagens da arte rupestre ao ar livre em todo o mundo..

 

Há muito que as gravuras rupestres do Mazouco eram conhecidas pela população local aquando da sua apresentação à comunidade arqueológica. Foi em 1981 que um estudante da faculdade de letras do Porto as deu a conhecer aos seus professores. Os habitantes da pequena aldeia de Mazouco chamavam à representação mais preservada "o carneiro". No entanto, este núcleo foi sendo geralmente designado como O Cavalo de Mazouco. Trata-se da primeira estação portuguesa de arte rupestre paleolítica ao ar livre. Em 1981, foram identificadas e publicadas as gravuras de Mazouco (Freixo-de-Espada-à-Cinta), que se tornaram no primeiro sítio de arte rupestre (ao ar livre) paleolítica conhecido em toda a Europa. Estão representadas muito poucas figuras, entre as quais sobressai a representação completa de um cavalo. O núcleo do Mazouco está inserido numa pequena cavidade rochosa composta por dois painéis relativamente bem conservados, formando uma espécie de abrigo de pequenas dimensões. O facto de as gravuras se encontrarem um pouco protegidas, permitiu que estivessem menos vulneráveis aos efeitos de desgaste natural. São constituídas por quatro gravuras executadas sobre uma parede xistosa, sendo que apenas uma das figuras se apresenta completa. Bem definida nas proporções e dando a sensação de movimento, tem o corpo e a cabeça de perfil. Dos membros traseiros só as coxas foram representadas. A cauda também se encontra incompleta, enquanto o focinho foi danificado em época posterior à execução da figura. O sexo é bem visível, e demonstra tratar-se de um macho, o que contradiz a teoria dos que pretendem ver nele uma égua grávida, dada a forma volumosa da barriga.

Descoberto em 1981 por Nelson Rebanda, ainda estudante.

 

publicado por Trasmontesdepaisagens às 00:04

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