A ponte velha de Gimonde é uma obra de origem romana, com tabuleiro em cavalete, em aparelho de alvenaria de xisto, lançada sobre o rio de Onor para tráfego rodoviário. Está assente em seis arcos de volta perfeita, iguais entre si, e com olhal para dar água a um moinho. Possui a jusante cinco talha-mares triangulares implantados entre os arcos.
É uma torre airosa e bonita, da altura de um edifício moderno de oito a nove andares. Nas paredes, lisas e quase sem decoração, há algumas seteiras, em geral bastante estreitas. Há também, na fachada voltada para leste, varandas, em madeira. O topo da torre está rodeado por merlões e ameias. Nos cantos, tem pequenos balcões, semicirculares, suportados por matacães.
Entra-se na torre por uma porta que está a cerca de seis metros acima do chão, para a qual se sobe por uma pesada escada de pedra, com amurada também em pedra. Entra-se para o primeiro de quatro andares. Debaixo deste há ainda um piso térreo que, com apenas uma abertura no tecto, para o primeiro andar, servia de cisterna do castelo, não sendo sequer acessível. O primeiro andar, tal como os outros não tem muita luz, que é impedida de entrar por não haver janelas, ou haver poucas, nas paredes com espessura superior a dois metros. O piso é de pedra, tal como deveria ter estado no original, quando foi construído. O mesmo não acontece nos pisos superiores, já restaurados, em tijoleira, suportada por vigas metálicas. Também as escadas entre os vários pisos são metálicas. Quer os soalhos, quer as escadas, eram originariamente de madeira, não tendo sido, por isso, o restauro muito criterioso. De todos os pisos, é digno de realce o terceiro, por ser o mais alto, por ter uma abóbada de pedra em berço, e ainda por ter um enorme fogão de sala. Era o salão nobre da torre.
Pitões das Júnias é uma aldeia situada a cerca de 1200 metros de altitude, no norte de Portugal, dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, na região de Barroso, Trás-os-Montes. Faz parte do Concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real.
Sempre foi conhecida por ser terra de gente lutadora e mesmo guerreira: não resistiu à destruição do Castelo, nem do Mosteiro, nem da sua “república ancestral” (conjunto de normas comunitárias e democráticas dos seus habitantes) mas resistiu aos Menezes, condes da Ponte da Barca, a quem um rapaz de casa do Alferes foi raptar uma filha com a qual casou; e resistiu à pilhagem e assaltos sistemáticos que os Castelhanos organizavam durante a guerra da Restauração. Em 1665, “um grande troço de infantaria e cavalaria, sob comando de D. Hieronymo de Quiñones atacou Pitões mas não só não conseguiram queimar o povo como este lutou bravamente pondo em fuga o inimigo e sem perdas”. Alguns dias após (com os pitonenses a ajudar, em represália) o capitão de couraças João Piçarro, com 800 infantes, atacaram Baltar, Niño d’Águia, Godin, Trijedo e Grabelos “donde trouxeram 400 bois, 1500 ovelhas e 20 cavalos”. E resistiu ao florestamento da Mourela, com pinheiros, o que levaria à perda das suas vezeiras. Resistiram sempre e ainda bem resistem!
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