Sábado, 9 de Abril de 2011

Torre de Santo Estevão

 

 

A torre de pedra de Santo Estêvão é quase só o que resta de uma série de fortificações que no mesmo local se sucederam ao longo dos tempos.  O que existe actualmente é, porém, tipicamente medieval.

É toda granítica, tendo adquirido a cor castanha dos velhos castelos.  Não tem aspecto inóspito ou agreste, antes se aparentando muito urbana e civilizada, com muitas aberturas para o exterior.  Tem quatro pisos, dos quais um térreo e outro no topo, descoberto.

O piso térreo tem uma porta para o lado norte. O primeiro andar tem duas portas: uma delas com escadas de acesso e varanda, era a porta principal da torre; a outra, que provavelmente daria acesso a uma muralha ou caminho de ronda, dá hoje para o vazio.  Neste piso e no imediatamente superior, há janelas em todas as paredes, deixando entrar alguma luz através das paredes de grossura superior a um metro.  No topo da torre, a cobrir o segundo piso, há um telhado, em volta do qual há um caminho de ronda, protegido por meriões e ameias, em bom estado de conservação.

O interior da torre é um pouco escuro, apesar das janelas .  Os soalhos dos pisos são de madeira, suportados por traves grossas.  De uns andares para os outros passa-se por escadas também de madeira que, tal como os soalhos, são produto de recente restauro.  Para o terraço superior, sobe-se por uma escada móvel, a introduzir num alçapão do telhado.  As janelas são geminadas; o seu sistema de fecho é original, constituído por uma tranca que atravessa na coluna de pedra que separa as duas janelas.  Por último, refira-se a existência de uma grande lareira de pedra no segundo andar.

 

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publicado por Trasmontesdepaisagens às 13:09

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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

Torre de Quintela

Esta torre, que já existia antes da fundação de Vila Real, é actualmente monumento nacional por decreto de 16 de Agosto de 1951. Foi usufruída pela Mocidade Portuguesa e entregue, após o 25 de Abril, ao Instituto Português do Património Cultural, tendo sido restaurada, após esta data. Esteve para ser museu numismático, sob gestão do padre João Parente. Mas este desiderato não se concretizou. Esta velha torre, catalisou na imaginação de Camilo o enredo do seu primeiro romance, Anátema. A mais antiga notícia referente a Quintela data de 6 de Junho de 1082. Nesta época Quintela era uma «villa», pertença de uma das mais nobres famílias de Entre Douro e Minho, que se comprometeu em 1071 na primeira tentativa para tornar independente essa região, núcleo primitivo do Condado Portucalense. Na Era Moderna, a Torre de Quintela foi berço de morgadio dos condes de Vimioso, existindo ainda o tombo com o registo dos prazos dentro e fora do distrito, saído da reforma que sofreu em 27 de Junho de 1695, quando era senhor do morgadio o conde de Vimioso, D. Francisco de Portugal. A Torre de Quintela segue o modelo geral das torres de menagem da época. Tem a forma de um paralelepípedo, tendo por base um quadrilátero de cem metros quadros e cerca trinta de altura, nas arestas. É uma construção militar, embora possa não ter sido esse o objectivo primeiro da sua construção, mas o de ser residência temporária dos seus senhores, quando resolviam passar nestas terras algumas temporadas. Terá servido também, conforme afirma o padre João Parente, de “celeiro para armazenar os bens provenientes de propriedades agrícolas e dos foros que possuíam na região” A porta, única, está bastante levantada do solo. Inferiormente ao plano do seu limiar devia haver uma quadra sem luz, sensivelmente da altura dum homem. No segundo piso abre-se em cada face uma estreita fresta, seteira grandemente alargada no interior, com um pilarete medial a robustecer o lintel. No terceiro andar, às seteiras inferiores correspondem balcões com parapeitos ameados, especialmente angulares, com mata-cães de pedra e que aparecem aqui pela primeira vez na arquitectura militar portuguesa. Termina a torre logo acima desse andar com o adarve, ameias e mais quatro balcões colocados, agora, nos ângulos. A cobertura era de telha, caindo os beirais sobre os adarves e saindo as águas pluviais por gárgulas rudimentares. “O conjunto é gótico — escreve João Parente — e, por isso mesmo, nesta região, nunca anterior ao século XIII. As inquirições de D. Afonso III, feitas em 1258, sobre o Julgado de Panóias, referem-se a uma torre que está começada em Quintela”. É por este documento que se pode situar cronologicamente este monumento.

"Histórias das Freguesias do Concelho de Vila Real"

publicado por Trasmontesdepaisagens às 14:53

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